
O primeiro escudo da Congregação foi pensado e desenhado pelo próprio Fundador depois do seu regresso de Cuba (1857). O desenho era uma expressão daquilo que foi vivenciado durante os exercícios espirituais da fundação, e o resultado foi uma reprodução que expressava num primeiro olhar a identidade dos Missionários.
O escudo criado por Claret era formado por dois círculos concêntricos dos quais o menor continha o Coração de Maria transpassado por uma espada, de onde brotavam lírios; abaixo, um livro aberto, escrito duas colunas por página, atrás deste havia uma báculo a esquerda e uma cruz a direita; na parte inferior uma figura de São Miguel Arcanjo segurando uma espada e pisando um dragão. No circulo maior constava a inscrição - Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria. Na ideia do Padre Fundador a filiação cordimariana estava claramente expressa no seu desenho, de modo que o ministério da Congregação seria um prolongamento do mistério maternal de Maria na história da salvação.
No Capítulo Geral de 1876 tomou-se a decisão de mudar o Escudo da Congregação, para fazer uso de uma espécie de selo que expressaria os títulos das Províncias, das Casas e da Sede Geral. Tal escudo tinha um formato de medalhão com um coração de Maria ao centro e uma inscrição no contorno oval a qual trazia: Congregação dos Missionários Filhos do Coração de Maria, e no contorno abaixo, outra inscrição informando de onde era o selo. Este novo Escudo não foi bem aceito pela Congregação, que embora trouxesse o traço cordimariano da espiritualidade, dispensou a identidade de Servidores da Palavra, bem como muitos elementos que o Fundador tinha trazido no escudo por ele elaborado. Reconhecendo a incompletude do novo escudo, e relembrando a expressividade artística e carismática do escudo elaborado por Claret, foi decidido trazê-lo de volta, com algumas modificações.
No Capítulo Geral de 1912, discutiram a cerca desse tema, quando foi decidido refazer o escudo dentro das conformidades da heráldica e escolher um lema que expressasse mais adequadamente a identidade congregacional. Várias sugestões foram apresentadas, todavia detinham-se em expressar uma referência explícita a missão específica do anuncio da Palavra sem se preocupar com os demais elementos do carisma. Por fim foi proposto um lema que conquistou a admiração e obteve êxito: Surrexerunt filii eius et beatissimam praedicaverunt (Ergueram-se seu filhos e a proclamaram bem aventurada).
Uma comissão foi designada pelo Governo Geral sob o comando do Pe. Francisco Naval, especialista em arte heráldica, apresentou durante o ano de 1913 vários desenhos, entre os quais, um deles estava em conformidade com a idéia de recuperar fundamentalmente o escudo Criado pelo fundador, dentro dos padrões artísticos da heráldica, que constitui o atual escudo da Congregação, no qual estão presentes todos os elementos pensados por Claret:
O Coração de Maria ao centro denota que nossa vida pessoal e comunitária de intimidade com a Palavra deve ser semelhante a da Mãe de Deus, que a escutou e guardou em seu coração. Este nosso traço do ministério da Palavra é o que norteia todas as demais descrições, incluindo nossa identidade cordimariana.
A cruz e o báculo: faz referência as palavras do Pe. Claret no dia da fundação da Congregação: “Virga tua et báculos tuus ipsa me consolata sunt” (Sl 22,4).- Tua vara e teu cajado me consolarão - frisando a devoção e a confiança que devemos ter na Santa Cruz e em Maria Santíssima.
São Miguel Arcanjo brandindo a espada – é a perfeita imagem do Missionário Claretiano que luta contra o mal, em favor da glória de Deus – “Quem como Deus?” na luta contra o mal. Estes saem como o Anjo do Apocalipse com pé na terra e o outro no mar, trazendo nas mãos um livro aberto - a Palavra – que deve ser a espada empunhada pelos Missionários, que como trovões gritarão e farão ouvir suas vozes através do anuncio do Evangelho: eis os Filhos da Congregação do Imaculado Coração de Maria.
O lema - numa fita ondulante: Surrexerunt filii eius et beatissimam praedicaverunt, que expressa nossa identidade carismática de forjados no fogo do Divino amor, de onde somos lançados como flechas certeiras no coração da humanidade através do Anúncio da Palavra.




"Somos e nos chamamos
Filhos do Imaculado Coração de Maria" Claret
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