publicado 21/01/2010 as 11:08
FINAL DA PRIMEIRA PARTE DO ENCONTRO
Neste dia 21 de janeiro, celebrando Santa Inês, reunimos em torno dos casos que começamos a analisar no dia anterior. Dentro de um espírito de irmandade, liberdade e tranqüilidade em unanimidade os formadores e formandos elegeram os temas que deveriam ser refletidos em plenário de forma comunitária.
No período da manhã refletimos sobre a vivência comunitária. Uma vez que a nossa vocação missionária passa pela vivência comunitária, foi dada uma especial atenção a este tema. Refletimos no cuidado que devemos ter nas comunidades em relação à acolhida. A boa acolhida é indispensável, pois é uma forma de expressarmos a nossa irmandade e alegria. A diferença de idades e, conseqüentemente de mentalidade, entre formadores e formandos deve ser levada em conta nas relações. Às vezes assiste-se a uma agressão mútua com silêncio, palavras, olhares e não só. Aqui chamou-se atenção ao cultivo da solidariedade.
Refletimos também que na formação é preciso ter em conta o contexto envolvente do formando, tendo em conta a sua história pessoal e familiar. Esta é uma realidade que tem sido levada em conta, mas pediu-me mais empenho. Em relação aos formandos, não basta “estar bem com todos”, mas é preciso doar a vida pelo Reino sem medidas. O martírio diário é indispensável.
O sentido de pertença é fundamental na formação. Uma vez que o tripé da Vida Religiosa passa pela experiência de Deus, Missão e Vida comunitária, o sentido de família deve cada vez mais ser cultivado na formação. A agressividade às vezes é causada pela identidade violada, ideal exageradamente cobrado ou forma de liderança do formador. No fim da manhã refletimos sobre o fenômeno da transferência e da contratransferência do formando em relação ao formador.
No período da tarde refletimos sobre a questão econômica e da questão da formação acadêmico-intelectual. Desde o período formativo, é mister criar o espírito de transparência, doação, honestidade, pois precisamos ter atitude evangelizadora em relação ao consumismo, egoísmo e hedonismo exacerbado. Consciencializar os formandos de que as coisas devem estar ao serviço de é fundamental. A renúncia e a ascética devem fazer parte do nosso estilo de vida; a valorização do trabalho e a conseqüente responsabilidade individual e comunitária tornam-se igualmente indispensáveis.
A constituição multicultural das nossas comunidades formativas é um grande desafio que exige uma grande atenção na formação, pois precisa-se entender o contexto sócio-cultural de cada formando. Ademais os formadores devem estar atentos às motivações vocacionais de cada formando, pois não há vocação “quimicamente” simples, mas cada vocação é fruto de um contexto peculiar.
Em tom de despedida, o Professor William elogiou o fato de o nosso encontro estar acontecendo entre formadores e formandos, algo muito positivo para a caminhada formativa dos vários Organismos presentes. Respira-se um ar jovem e reiterou-se a força de vontade, a crença na utopia de um mundo melhor. É indispensável a criatividade para a consecução dos sonhos missionários.
Já está entre nós Dom Bento, OSB, monge que nos vai acompanhar nos trabalhos do dia 22 de janeiro.
Contamos com as orações de todos e colocamo-nos no Imaculado Coração de Maria, nossa Mãe, Mestra e Fundadora.
Escreva para nós: cmfconesulbrasil@gmail.com
Veja as fotos do encontro clicando aqui: http://picasaweb.google.com/home
Adriano Dídimo Kutassi, CMF.
Pedro Alfonso Caballero, CMF.
Curitiba - PR
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