Serviço Bíblico
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Nossa Senhora de Lourdes (Memória facultativa).
Outros Santos do Dia: Adolfo de Osnabrück (monge, bispo), Ardano de Tournus (abade), Bento de Aniane (abade, eremita), Calógero de Ravena (bispo), Castrense de Cápua (bispo), Gregório II (papa), Jonas de Demeskenyanos (eremita), Lázaro de Milão (bispo), Lúcio (bispo de Adrianópolis) e Companheiros (mártires), Pascoal I (papa), Severino de Agaunum (abade), Teodora (imperatriz).
Primeira Leitura: Gênesis 2,4b-9.15-17
Colocou-o no jardim do Éden.
Salmo Responsorial: Sl 103(104, 1-2a. 27-28. 29bc-30 (R. 1a)
Bendize minha alma ao Senhor.
Evangelho: Marcos 7,14-23
O que sai do homem, isso é que mancha o homem.
A crítica estabelecida por Jesus contra as preocupações da lei não recai precisamente sobre a lei em si, que certamente tinha chegado, em virtude de seu dinamismo interno, à espiritualização desejada por ele. Mas os judeus, e mais especialmente os fariseus, bloquearam esse dinamismo por efeito de uma mentalidade demasiadamente material. A polêmica de Jesus contra o farisaísmo acabou por configurar este termo, originariamente sinônimo de piedade e de perfeição, como o próprio símbolo da hipocrisia.
Jesus fundamentava a religião sobre a pessoa mais que sobre a lei; orientava-se claramente para um messianismo puro e atribuía mais importância aos gestos de fraternidade que às práticas cultuais; devia se chocar necessariamente com a intolerância e o “integrismo” dos fariseus. Pregou diretamente contra eles uma volta bem justificada ao espírito da lei primitiva.
Primeiro rompeu com o imobilismo da lei, com a finalidade de espiritualizá-la; e daí reduziu e desmascarou o farisaísmo como um movimento hipócrita.
Conforme esta pedagogia popular do Mestre, não há forma alguma de ritualismo que possa contaminar o ser humano; é o agir deste que pode contaminá-lo se não reconhecer os demais dentro de uma fraternidade baseada na fé.