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"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
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Serviço Bíblico

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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Santos do Dia: Benigno de Todi (presbítero, mártir), Catarina de Ricci (virgem), Ermenilda de Ely (viúva, monja), Estêvão de Lião (bispo), Estêvão de Rieti (abade), Fulcrano de Lodève (bispo), Fusca e Maura (mártires de Ravena), Gilberto de Meaux (bispo), Gosberto de Osnabruck (monge, bispo), Huna de Ely (monge), Juliano de Lião (mártir), Licínio de Angers (bispo), Martiniano de Cesaréia (eremita), Poliêucto de Melitene (mártir).

Primeira Leitura: Gênesis 3, 1-8
Conhecerão como Deus o bem e o mal.
Salmo Responsorial: Sl 31 (32), 1-2. 5. 6. 7 (R. 1a)
Feliz aquele cujo pecado foi perdoado.
Evangelho: Marcos 7, 31-37
Fez ouvirem os surdos e falarem os mudos.

Voltamos aqui, a propósito do aspecto particular das curas de mudos na Bíblia, ao tema da fé, que é o ponto principal desta passagem. A maioria das narrativas que tratam da vocação de profetas, quer dizer, de personagens que foram portadores da Palavra de Deus, narram ao mesmo tempo curas de surdos ou mudos (Êxodo 4,10-17; Jeremias 1).

Trata-se de um procedimento literário cuja finalidade é dar a entender que o profeta apoiado tão-somente em suas faculdades naturais não é capaz sequer de começar a falar, mas que recebe de “Outro” uma palavra que deve transmitir. Por isso a cura de um mudo que proclama a Palavra é considerada como um sinal evidente do que é a fé: uma virtude infusa que não depende das qualidades humanas.

A cura de um mudo quer nos dar, portanto, a entender que devemos ter consciência de que a fé é um bem messiânico. Mas, ao relatar esta cura, Marcos quer tornar como seu o tema do Antigo Testamento que relaciona mutismo e falta de fé.

O evangelista sublinha repetidas vezes que a multidão tinha ouvidos e não ouvia, tinha olhos e não via. Somos chamados a profetizar e evangelizar, e somente de Deus procedem nossas capacidades.

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