Serviço Bíblico
Domingo, 15 de março de 2009
3° Domingo da Quaresma
Santos do Dia: Aristólubo (mártir, mencionado na Carta aos Romanos 16,11), Clemente Maria Hofbauer (redentorista), Especioso de Terracina (monge), Lucrécia de Córdova (virgem, mártir), Longino, o Centurião (citado em Mt 27,54, Mc 15,39 e Lc 23,47), Luísa de Marillac (viúva), Mâncio de Évora (mártir), Matrona de Tessalônica (virgem, mártir), Menigno (mártir no Hellespont), Nicandro (mártir do Egito), Probo de Rieti (bispo), Raimundo de Fitero (abade), Sisebuto de Cardena (abade), Zacarias I (papa).
Primeira Leitura: Êxodo 20, 1-17
A Lei foi dada por meio de Moisés.
Salmo responsorial: Sl 18(19b), 8.9.10.11 (R. João 6,68c)
Tu tens palavras de vida eterna.
Segunda Leitura: 1Coríntios 1,22-25
Sabedoria de Deus.
Evangelho: João 2,13-25
Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias.
Deus expressa sua vontade através de Moisés, que comunica ao povo uma série de mandamentos que começam recordando àquele mesmo povo que quem fala é Deus, o mesmo que os tinha tirado quando estavam na escravidão do Egito; Logo lhes ordena comportamentos que são necessários para manter o equilíbrio universal e social. As leis vão desde o descanso da terra para evitar seu empobrecimento, e permitir o dia de ação de graçaso a Deus. Outros tipos de leis têm a ver com a fidelidade a Deus e o uso de seu nome, que podia cair na manipulação ou na idolatria. Esta legislação atinge também, e com formulações proibitivas, as relações sociais, nas quais é preciso não roubar, não mentir, não cobiçar, para que a vida comunitária seja possível.
São Paulo pondera que o projeto cristão que se ajusta à vontade de Deus supera os esquemas desejados pelas culturas dominantes que pedem sinais ou explicações. Os cristãos, pelo contrário, seguem a um crucificado que para alguns é ofensa e para outros uma loucura. A verdadeira grandeza e sabedoria de Deus passam por esse projeto aparentemente fracassado, mas que está conquistando pouco a pouco o coração dos pobres das cidades gregas e romanas, que encontram na pregação dos apóstolos uma possibilidade para viver sua fé.
O evangelho nos apresenta Jesus em dupla dimensão: por um lado, cumprindo cabalmente com a lei que obrigava a todos os judeus maiores de 12 anos a participarem das festas da Páscoa. Por outro, está a atitude profética e enérgica com que se dirige aos vendedores e cambistas que tinham transformado a casa de Deus num lugar para idolatria ao deus do comércio e do dinheiro. Aqui a vontade de Deus, expressa nas ações e palavras de Jesus, não é outra que a confrontação com uma estrutura de poder que estava utilizando a religião e o nome de Deus para empobrecer o povo e enriquecer os comerciantes.
Esta narrativa abre no ministério de Jesus uma interminável cadeia de conflitos com os poderosos e um crescimento significativo nas esperanças dos pobres, que começam a ver em Jesus o Messias.
Assumir hoje a vontade de Deus nos exige estar atentos para equilibrar muito bem três elementos igualmente importantes para a solidez da fé cristã: o primeiro, amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo; o segundo, a contemplação, e o terceiro, a atitude profética, tão necessária no mundo de hoje e na Igreja.