Serviço Bíblico
Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
6ª Domingo do Tempo Comum
Santos do Dia: Agano de Airola (abade), Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel (mártires de Cesaréia Marítima), Faustino de Brescia (bispo), Gilberto de Sempringham (fundador), Honesto de Nîmes (mártir), João de Santo Domingo (mártir), Juliana de Nicomédia (virgem, mártir), Juliano do Egito e Companheiros (mártires), Onésimo (bispo, mártir, amigo do Apóstolo Paulo, citado por ele na Carta a Filêmon 1,18-19 e aos Colossenses 4,7-9), Porfírio e Selêucio (mártires de Cesaréia).
Primeira Leitura: Gênesis 4, 1-15.25
Caim atirou-se sobre seu irmão e o matou.
Salmo Responsorial: Sl 49(50), 1 e 8. 16bc-17.20-21 (R. 14a)
Oferece a Deus um sacrifício de louvor.
Evangelho: Marcos 8, 11-13
Por que pede esta geração um sinal?
Depois da multiplicação dos pães e ter feito uma viagem de barco, Jesus inicia uma viva discussão com os fariseus ‘cegos’ que lhe pedem um sinal. O fio condutor desse episódio é, uma vez mais, a incredulidade dos interlocutores de Jesus.
Da parte dos fariseus é cegueira. Marcos se mantém, portanto, fiel a seu propósito inicial: acentuar a falta de autêntica acolhida à mensagem de Jesus. Com esse propósito não reluta em introduzir algumas modificações na narrativa.
A discussão com os fariseus deve ter girado provavelmente em torno do sinal de Jonas (Mateus 16, 1-4), sinal da Ressurreição mediante a qual Jesus triunfaria, por sua vez, do mar da morte. Mas Marcos suprimiu a alusão a Jonas, porque ainda não tem a preocupação de sublinhar as alusões à Paixão de Jesus, e, sobretudo, porque quer atrair a atenção de seus leitores somente para a cegueira dos fariseus.
Limita-se, então, à análise das reações negativas das diferentes camadas da população ante a mensagem de Jesus. Diante da incredulidade de seus interlocutores, Jesus se retira dando por terminado o diálogo que não produz resposta positiva em relação a ele. Porque o único sinal válido é sua própria pessoa. E nós, necessitamos de sinais ou de milagres para apoiar nossa fé? Basta-nos a própria pessoa de Jesus?