Serviço Bíblico
Sábado, 21 de fevereiro de 2009
São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja (Memória facultativa).
Santos do Dia: Avito II de Clermont (bispo), Daniel e Verda (mártires da Pérsia), Félix de Metz (bispo), Gundeberto de Senones (monge, bispo), Irene (irmã do papa São Dâmaso), Jorge de Amastris (bispo), Patério de Bréscia (bispo), Roberto Southwell (jesuíta, mártir), Severiano de Scitópolis (bispo, mártir), Valério de Astorga (abade), Verulo, Secundino e Companheiros (mártires de Hadrumetum, no norte da África).
Primeira Leitura: Hebreus 11, 1-7
O mundo foi formado pela palavra de Deus.
Salmo Responsorial: Sl 144(145), 2-3. 4-5. 10-11 (R. cf. 1b)
Bendirei teu nome; Senhor, para sempre.
Evangelho: Marcos 9, 2-13
Transfigurou-se diante deles.
Marcos situa a Transfiguração num contexto em que Jesus preanuncia sua morte e sua glória. Ele acaba de anunciar sua Páscoa próxima; mas Pedro se opôs tenazmente; não pode aceitar que o reino da glória, anunciado pelos profetas passe pelo sofrimento e pela morte.
A Transfiguração é, portanto, uma exortação de urgência especialmente para Pedro, para que concorde a ouvir Jesus (v. 7), quando fala de seus sofrimentos e de sua morte, sem deixar por isso de reconhecê-lo como Messias definitivo.
À maneira de Servo (Isaías 50, 4-11), aquele que sendo Filho de Deus tomou nossa condição humana, assumiu a fraqueza e a fragilidade para se tornar um de nós; é o Servo que vai preferir a morte a deixar de libertar toda a humanidade que estava submetida ao pecado.
A fé exigida dos espectadores da Transfiguração anima os discípulos de hoje a não fugir das necessárias encarnações e do desprendimento que elas exigem, para assim não buscar um reino que prescinda da morte; mas que os impulsione também a não querer uma encarnação sem transfigurações. Os discípulos são chamados a ‘levedar’ as estruturas do mundo para transformá-las, morrendo para toda a classe de seguranças.