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Serviço Bíblico

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Domingo, 22 de fevereiro de 2009
Santos do Dia: Abílio de Alexandria (bispo), Aristeu de Salamis (mártir), Atanásio de Nicomédia (abade), Margarida de Cortona (franciscana terciária), Maximiano de Ravena (bispo), Papias de Hierápolis (bispo), Pascásio de Viena (bispo), Rainério de Beaulieu (monge), Talássio e Lineu (eremitas).

Primeira Leitura: Isaías 43,18-19.21-22.24b-25
Por minha conta apagava teus crimes.
Salmo Responsorial: Sl 40(41), 2-3.4-5.13-14 (R. 5b)
Cura-me, Senhor, porque pequei contra ti.
Segunda Leitura: 2Coríntios 1,18-22
Nele tudo se transformou num “sim”.
Evangelho: Marcos 2,1-12
Teus pecados te são perdoados.

O profeta encarregado de consolar os exilados durante seu cativeiro mantém sua moral com breves escritos e oráculos de esperança. Mas deve falar simbolicamente para se fazer compreender.

Um símbolo claro para os hebreus é o novo êxodo: o Deus que libertou seus antepassados os libertará também prontamente. Assim, refletindo sobre a história do passado, os judeus descobrem o futuro. Seu Deus é único; portanto, é o mesmo no passado e no futuro, no princípio e no final da história.
Assim, a fé monoteísta de Isaías está na origem da história. Este sentido de história, por outro lado, nem sempre desemboca em conclusões felizes: como aconteceu com o povo quando murmurou contra Moisés, o novo povo conhecerá a mesma tentação do esquecimento.

Não se pode prescindir do passado, mas é possível integrá-lo e dirigi-lo a partir do momento em que o perdão de Deus – sem mudar o passado –, o incorpore com um sentido novo dando a seu povo a segurança de ter sido amado e de o continuar sendo.

As relações de Paulo com os discípulos de Corinto nem sempre foram tranquilas. No ano 57, surgiu uma crise na comunidade de Corinto e foi pedida a presença de Paulo. Mas para não dar a impressão de querer “dirigir a fé deles”, Paulo renunciou àquela viagem.

Por causa disso, alguns fiéis daquela comunidade passaram a espalhar que Paulo “não tinha palavra”. Este responde em alguns versículos à acusação de ser homem de duas palavras, lembrando que era ministro de um Cristo que não é mais que um “sim”, e termina sua demonstração com uma breve fórmula trinitária.

Jesus liberta o paralítico do processo que lhe atribuem seus contemporâneos com a crença de que sua enfermidade derivava de seus pecados.
Mas o próprio Jesus, por sua parte, não pode sonhar com uma humanidade liberta de todo processo e de todo julgamento, ficando preso àquela cultura: a multidão que assiste à libertação do paralítico toma repentinamente posição contra ele. A paralisia mudou de campo, e o Mestre vê que seu próprio julgamento já começa com a acusação que logo será a causa de sua morte: “blasfêmia”.

Na medida em que o homem moderno perdeu o sentido de Deus, perdeu também o de pecado e, por consequência, o significado de um Messias que perdoa e morre pelo perdão dos pecados.

O cristão não poderá dar testemunho do perdão de Deus e de sua necessidade se não purificar seu próprio conceito de pecado, desligando-o de conceitos demasiadamente materialistas para dar nova vigência ao jogo das liberdades. Tampouco poderá fazê-lo se não transformar o perdão numa tarefa comunitária do amor na edificação da paz, da justiça social, entre outras consequências da libertação.

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