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Quinta-feira, 25 de março de 2010

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR (Solenidade)

Santos do Dia: Barôncio e Desidério (monges de Lonrey), Dimas, o Bom Ladrão (citado por Lc 23, 39-42), Dula, a Eslava (virgem, mártir), Haroldo de Gloucester (mártir), Hermelando d'Aindre (abade), Humberto de Marolles (abade), Irineu de Sirmium (bispo, mártir), Isaac (Patriarca Bíblico do Antigo Testamento), Lúcia Filippini (virgem, fundadora), Melquisedec (sacerdote do Antigo Testamento), Pelágio de Laodicéia (bispo), Quirino de Roma (mártir), Roberto de Bury Saint Edmunds (mártir).

Primeira leitura: Isaías 7, 10-14; 8,10
Eis que uma virgem conceberá.
Salmo responsorial: 39, 7-8a.8b-9.10.11
Eis que venho fazer com prazer, a vossa vontade, Senhor!
Segunda leitura: Hebreus 10, 4-10
No livro está escrito a meu respeito: "Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade".
Evangelho: Lucas 1, 26-38
Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho.

Para nosso modo "científico" de entender a verdade, o relato de Lucas da Anunciação é muito difícil de ser "compreendido", porque nossa compreensão das coisas está determinada pela necessidade da "prova", da demonstração factual; para um oriental, uma verdade não requeria (pelo menos na época bíblica) tanta prova como nós hoje exigimos; basta ter sido ensinado por um bom mestre, uma pessoa de autoridade na comunidade, para ter credibilidade.

Nessa medida, a comunidade de Lucas não tem nenhuma objeção em aceitar que a origem de seu Senhor tinha que ser divina; o judaísmo oficial não consegue entender a vida e a missão de Jesus por esperar um messias de origem espetacular; o povo simples, os empobrecidos o compreendem e aceitam porque a proposta de Jesus coincide com suas esperanças e expectativas; os simples aceitam que Jesus tenha sua origem de uma mulher do povo, que o filho concebido seja obra de Deus.

Pela fé o povo consegue compreender que a concepção de Maria é fruto e obra de Deus, fonte e plenitude da vida, que não necessita nenhum meio humano, mas que quer precisar do humano para realizar seu gesto de aproximação e acolhida com suas criaturas.

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