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"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
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Serviço Bíblico

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Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Santos do Dia: André Corsini (bispo), Aquilino, Geminiano, Gelásio, Magno e Donato (mártires de Fossombrone), Aventino de Chartres (bispo), Aventino de Troyes (eremita), Catarina de Ricci (virgem), Eutíquio de Roma (mártir), Filéas (bispo), Filoromo e Companheiros (mártires), Gilberto de Limerick (bispo), Isidoro de Pelusium (abade), Joana de Valois (rainha, viúva, fundadora), João de Britto (jesuíta, mártir na Índia), José de Leonissa (capuchinho), Nicolau Estudita (abade), Nitardo de Corbie (monge, mártir), Obício de Brescia (monge), Remberto de Bremen (bispo), Teófilo, o Penitente, Vicente de Troyes (bispo), Vulgis de Lobbes (monge, bispo).

Primeira Leitura: Hebreus 12, 4-7.11-15
O Senhor corrige aos que ama.
Salmo Responsorial: Sl 102(103), 1-2. 13-14. 17-18a (R. cf. 17)
É eterna a misericórdia do Senhor para com os que o temem.
Evangelho: Marcos 6, 1-6
Um profeta só é desprezado em sua terra.

No curso de seu ciclo missionário Jesus passa por Nazaré, a cidade de sua família. No sábado fala na sinagoga conforme as regras admitidas então para o comentário da leitura (Lc 4,16-30), mas não colhe mais que indiferença e rejeição.

Marcos faz que seu leitor assista a uma nova manifestação de desconhecimento do povo em relação a Jesus. Este fala “com autoridade” não somente porque sua exposição é diferente da dialética tradicional dos escribas, mas também, sobretudo, porque seu discurso não é evidentemente admissível se antes não se sentir apego à sua pessoa.

Não se apresenta tão somente como “rabino” diante de seus discípulos, mas como homem que previamente a todo o ensinamento quer que se estabeleçam relações estreitas de confiança mútua. Jesus intensifica, pois, seu papel de rabino: não se submete decididamente aos quadros tradicionais; situa seu ensinamento num plano não habitual, buscando primeiro uma abertura e uma confiança que constituem o autêntico exercício da “fé” (v.6).

A pobreza e simplicidade dos pais de Jesus os tornam inaceitáveis por parte daqueles que esperavam um Messias maravilhoso (João 7,2-5). A intenção de Jesus é, pelo contrário, revelar o significado salvador desta pobreza: a felicidade não se adquire à força de acontecimentos extraordinários, sinais do poder divino, mas por meio de um Deus que assume toda a humanidade em sua pobreza.

Descobrir que Deus está precisamente no modesto, simples e pobre: uma bandeira que vale a pena levantar diante dos antivalores de nossa sociedade.

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